
No setor de papel e celulose, a continuidade operacional e a eficiência energética não são apenas um diferencial. Em colaboração com uma empresa parceira, estamos na fase final da implementação de um projeto de alta complexidade em uma das principais unidades industriais no interior de Minas Gerais, voltado para a modernização completa da infraestrutura de alta tensão.
Este projeto visa substituir uma antiga subestação de 69kV por uma nova Subestação (SE) de 138kV, preparando a indústria para o futuro do mercado de energia.


Modernização Energética no Setor de Celulose: A Transição para 138kV
Para suportar o aumento da demanda produtiva, a unidade necessitava de uma infraestrutura mais robusta. O ponto central da estratégia é a alimentação por uma linha de transmissão exclusiva vinda da concessionária local (CEMIG), garantindo estabilidade e permitindo que, em breve, a planta possa inclusive injetar o excedente de potência na rede elétrica.
Escopo Técnico
O escopo executado pela nossa equipe envolveu as seguintes etapas:
- Montagem Eletromecânica: Instalação de todos os equipamentos no secundário da subestação e estruturação completa da sala elétrica.
- Sistemas de Controle: Posicionamento e conexão de todo o cabeamento de força, comando e controle, o “cérebro” da operação elétrica.
- Infraestrutura de Distribuição: Execução de 1.000 metros de infraestrutura em leito pesado, interligando a nova SE ao painel de distribuição principal da planta.
Para otimizar recursos e tempo, a montagem utiliza uma combinação inteligente de novos Cable-Racks com estruturas já existentes (Pipe Racks), exigindo um planejamento logístico rigoroso.
Devido às alturas de até 16 metros e às interferências de tubulações existentes, adotamos metodologias de acesso com plataformas elevatórias. Todo o processo é sustentado por um planejamento rigoroso sob as normas NR-10 e NR-35, garantindo uma montagem segura e tecnicamente precisa, sem impactar o fluxo produtivo da planta.



Resultados
A transição da subestação de 69kV para 138kV não é apenas uma atualização técnica, é um divisor de águas para a eficiência da planta. O benefício imediato mais perceptível é a eliminação de gargalos energéticos, conferindo à unidade a estabilidade necessária para operar em plena carga e suportar futuras expansões da linha de produção sem oscilações ou riscos de interrupção.
Além do ganho em potência, a execução de 1 km de interligação em leito pesado otimiza drasticamente a logística de distribuição interna. Esse sistema robusto garante que a energia chegue aos centros de carga com máxima eficiência e mínima perda, protegendo o investimento em cabeamento e infraestrutura.
Sob a perspectiva regulatória, o projeto segue a norma ND-5.32 da CEMIG. Isso significa que a subestação já nasce homologada e tecnicamente apta para a futura injeção de potência na rede da concessionária. Dessa forma, a indústria deixa de ser apenas uma consumidora para se tornar um ativo estratégico no mercado de energia, com infraestrutura pronta para a comercialização de excedentes e o fortalecimento de sua competitividade no setor de celulose.



Status Atual da Obra
Atualmente, o projeto encontra-se com 80% de avanço físico. Com a infraestrutura de suporte concluída com sucesso, entramos agora na fase estratégica de lançamento de cabos, aproximando o cliente da energização final e do início de uma nova era de eficiência produtiva.
Sua indústria está preparada para suportar o crescimento? Se você busca modernizar sua infraestrutura elétrica com segurança e conformidade técnica, entre em contato com nossos especialistas e solicite um diagnóstico técnico.
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